La Infantina+Caballero burlado v26

IGR: 0164+0100. Versión: 26. Rima: í-a. Hemistiquios 40.

Ligares (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Andando el-rei à caça    lá numa escura nontilha,
olhara para cima,    viu estar uma donzela.
Que fazes por aqui, donzela,    que fazes por aqui, menina?
Sete fadas me fadaram    nos braços de minha madrinha,
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    por sete anos e um dia.
[. . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Lá no meio do caminho    a menina se ria.
Ele lhe perguntou:    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
De que se ri, donzela,    de que se ri, menina?
Rio-me do cavaleiro    e da sua bizarria,
que achou Aninhas    e guardou-lhe cortesia.
Atrás, atrás, meus cavalos,    que adiante não iria!
Na fonte onde bebemos    a espora me ficaria.
Adiante, meus cavalos,    que atrás não voltaria!
Se a espora era de prata    meu pai d` ouro lhas daria.
Quem era a menina    que tanto dinheiro tinha?
Filha do rei de Espanha    e da rainha Catarina.
Se a menina verdade fala    é uma hermanha minha!
Abram-se as portas em terra,    abram-se com alegria,
pensei que trazia esposa,    trago uma hermana minha!
Se ela é minha filha,    bota-ma aqui nos braços;

Otros datos:
se ela é minha nora que passeie por esses palácios.--

Nota -1b nontilha sic.

Bibliografía:
Recogida en 1895. Publicada en Tavares 1906, 285. Reeditada en RºPortTOM 2004, vol. 4, nº 1295, p. 52. © Fundação Calouste Gulbenkian.
[0169 Hermana cautiva contam.]