IGR: 0164+0100. Versión: 26. Rima: í-a. Hemistiquios 40.
Ligares (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)
Andando el-rei à caça lá numa escura nontilha,
olhara para cima, viu estar uma donzela.
Que fazes por aqui, donzela, que fazes por aqui, menina?
Sete fadas me fadaram nos braços de minha madrinha,
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .] por sete anos e um dia.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Lá no meio do caminho a menina se ria.
Ele lhe perguntou: [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
De que se ri, donzela, de que se ri, menina?
Rio-me do cavaleiro e da sua bizarria,
que achou Aninhas e guardou-lhe cortesia.
Atrás, atrás, meus cavalos, que adiante não iria!
Na fonte onde bebemos a espora me ficaria.
Adiante, meus cavalos, que atrás não voltaria!
Se a espora era de prata meu pai d` ouro lhas daria.
Quem era a menina que tanto dinheiro tinha?
Filha do rei de Espanha e da rainha Catarina.
Se a menina verdade fala é uma hermanha minha!
Abram-se as portas em terra, abram-se com alegria,
pensei que trazia esposa, trago uma hermana minha!
Se ela é minha filha, bota-ma aqui nos braços;