Veneno de Moriana v21

IGR: 0172. Versión: 21. Rima: á+í-o. Hemistiquios 16.

Baçal (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Apeai-vos, ó cavaleiro,    dar-vos-ei de merendar.
Que tendes, ó Dona Ausenda,    guardado para me dar?
Tenho vinho de sete anos    guardado para vos dar.
Dai-me cá um copo dele,    que vo-lo quero provar.
Cavaleiro bebeu o vinho,    começara a doudear.
Que deitastes vós `ó vinho,    que me fez tanto mal?
Deitei-le a espinha da cobra    e o sangue do lagarto vivo,
no meio disto tudo    ia o rosalgar metido.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2003: Editamos Marques 1985, por ter corrigido Leite de Vasconcellos 1958-1960, II a partir dos manuscritos do Abade de Baçal.

Bibliografía:
Recogida por Pe. Francisco Manuel Alves (abade de Baçal), hacia 1902 (fecha deducida) y Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, II. 104, nº 534. Reeditada en Marques 1985, 684 y RºPortTOM 2003, vol. 3, nº 999, p. 220. © Fundação Calouste Gulbenkian.