La Infantina+Caballero burlado v31

IGR: 0164+0100. Versión: 31. Rima: í-a. Hemistiquios 48.

Maçores (c. Torre de Moncorvo, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Indo um caçador à caça,    caçando com maravilha,
seus perros iam cansados,    seus falcões perdidos iam,
arrumou-se a uma árvore    das mais altas que lá havia,
onde viu então estar    uma mui` linda donzilha.
Que fazes aí, donzela,    que fazes aí, menina?
Sete fadas me fadaram    no ventre de madre mi`a,
que estivesse aqui sete anos,    sete anos e mais um dia.
Hoje se acabam nos sete anos,    amanhã se acaba o dia.
Esperai, esperai, cavaleiro,    eu convosco ir queria,
ou na sela ou na anca    e na vossa companhia.
De que se ri a donzela,    de que se ri a menina?
Rio-me do cavaleiro    e da sua bizarria.
Achou Aninhas no monte    e guardou-lhe cortesia!
Atrás, atrás, meus cavalos,    até à fonte d` água fria,
ficou-me lá uma espada    metida ne la bainha!
Adiante, mi` cavalo,    que atrás não volveria!
Se tua espada é d` aço,    meu pai d` ouro ta daria;
eu sou filha dum prateiro,    o melhor que tem Sevilha;
sou filha d` el-rei de Espanha    e da rainha Constantina.
Se tu me falas verdade,    és uma hermana minha.
Abram-se esses palácios,    abram-se com alegria;
pensei que traria esposa    e trago uma hermana mi`a.
Se ela é minha nora,    que entre por esses palácios;

Otros datos:
24 se ela é minha filha, bota-me aqui nos braços.--

Nota: RGP III 1909, (reed. facs. 1885) edita apenas quatro hemistíquios desta versão.

Bibliografía:
Recogido antes de 1906. Publicada en Tavares 1906, 281-282. Reeditada en RGP III 1909, (reed. facs. Braga 1985) 413; Damião 1997, 96 y RºPortTOM 2004, vol. 4, nº 1300, pp. 56-57. © Fundação Calouste Gulbenkian.
[0169 Hermana cautiva contam.]