Albaniña v96

IGR: 0234. Versión: 96. Rima: estróf.. Hemistiquios 28.

Celorico da Beira (c. Celorico da Beira, dist. Guarda, Beira Alta, Portugal)

Francisquinha à janela,    parece um ramo de flores;
Oh, quem dormira com ela    uma noite sem temores!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Que tens tu, ó Francisquinha,    que tens tão perdida a cor?
Ou tu temestes a morte,    ou tu tens novo amor.
Eu não vos temo a morte,    nem dela tenho temor;
só acho que perderia    a chave do corredor!
Não ternas tanto a chave,    nem dela tenhas temor;
as chaves eram de prata,    d` ouro lhas mandarei pôr.
De quem é aquela camisa    feita com tal perfeição?
Vossa, meu marido,    e feita por minha mão.
De quem é aquele cavalo    que na loja relinchou?
Ele é vosso, meu marido,    que meu pai vo-lo mandou.
De quem é aquela espada,    que os copos d` ouro são?
Matai-me co` ela, marido,    que me achastes em traição.

Otros datos:
Título original: Claralinda.

Bibliografía:
Recogido antes de 1911. Publicada en Furtado de Mendonça 1911, 30-31. Reeditada en RºPortTOM 2003, vol. 3, nº 964, p. 196. © Fundação Calouste Gulbenkian.