IGR: 0234. Versión: 96. Rima: estróf.. Hemistiquios 28.
Celorico da Beira (c. Celorico da Beira, dist. Guarda, Beira Alta, Portugal)
Francisquinha à janela, parece um ramo de flores;
Oh, quem dormira com ela uma noite sem temores!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Que tens tu, ó Francisquinha, que tens tão perdida a cor?
Ou tu temestes a morte, ou tu tens novo amor.
Eu não vos temo a morte, nem dela tenho temor;
só acho que perderia a chave do corredor!
Não ternas tanto a chave, nem dela tenhas temor;
as chaves eram de prata, d` ouro lhas mandarei pôr.
De quem é aquela camisa feita com tal perfeição?
Vossa, meu marido, e feita por minha mão.
De quem é aquele cavalo que na loja relinchou?
Ele é vosso, meu marido, que meu pai vo-lo mandou.
De quem é aquela espada, que os copos d` ouro são?
Matai-me co` ela, marido, que me achastes em traição.