Alma en pena peregrina a Santiago v13

IGR: 0797. Versión: 13. Rima: í-a. Hemistiquios 32.

Ourilhe (c. Celorico de Basto, dist. Braga, Trás-os-Montes, Portugal)

Alma vai a Santiago,    vai comprir a romaria;
a companhia que levava    era a Virgem Maria.
O pecado ia atrás,    a ver se a tentaria.
Vai-te daí, ó demónio,    deixa-me a alma, que é minha,
que me deram de alvíssaras    por um filho que eu tinha.
Chegou mais adiante,    caiu a um poço sem fundo,
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    donde sair não podia.
Todos os gritos que dava,    todos o Senhor ouvia;
do palácio donde estava,    de lá lhe respondia:
Se és cousa minha, ajudar-te-ei,    se és cousa má, esconjurar-te-ei.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    Senhor, eu cousa ruim não sou,
sou uma alma pecadora    que desse sangue se gerou.
Apega-te aos rosários que rezaste,    aos jejuns que jejuaste.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    Eu jejuar não podia;
apego-me aos rosários    que rezava cada dia.
Eu me apejo a sete    quarentenas que jejuei;
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    uma por si oferecerei;
encostada à coluna,    uma vela t` acenderei.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Omitimos o verso Estava outra alma da banda que lhe disse entre -15 e -16, por se tratar, no fundo, de uma didascália.

Bibliografía:
Recogido antes de 1874. Publicada en Coelho 1874, 265. Reeditada en Leite de Vasconcellos 1886a, 34-35; RGP II 1907, (reed. facs. 1985) 501-502; Leite de Vasconcellos 1938, 1052-1053; Coelho 1993, 43 y RºPortTOM2000, vol. 4, nº 1692, p. 407. © Fundação Calouste Gulbenkian.