IGR: 0232. Versión: 30. Rima: í-a. Hemistiquios 32.
Vimioso s. l. (dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)
Por aqueles campos verdes linda romeira venia;
Cavalheiro vai `trás dela, alcançá-la não podia.
Agarrou-a descansando debaixo da verde oliva;
Cavalheiro, como malo, d` amores a cometia.
Por Deus te peço, cavalheiro, por Deus e Santa Maria,
que me deixes ir honrada, a cumprir a romaria.
Cavalheiro, como malo, disse-le que não queria.
Foram de braço a braço, a ver o que mais podia;
donzela, como mais fraca, logo debaixo caíra.
Botou a mão a um punhal que o cavalheiro trazia;
metera-lho por um lado, ao coração lhe saíra.
Por Deus te peço, romeira, por Deus e Santa Maria,
não o vás dizer a tu` terra, nem te vás gabar à minha,
que mataste o cavalheiro co` as armas que ele trazia!
Hei-de o dizer em tu` terra e hei-de me gabar na minha,
que matei um cavalheiro co` as armas que ele trazia.
Nota: Aunque identificada en RºPortTOM 2003 como la misma versión del romance que publica Costa Fontes 1997b (Martins 1928, 208-209 reeditada en versión facsímil en Martins 1987), no parecen ser la misma, por lo la incorporo a la base de datos como versión independiente. Véase la versión 2731 para comparar los dos textos.