Una fatal ocasión v11

IGR: 0232. Versión: 11. Rima: í-a. Hemistiquios 32.

Vinhais s. l. (c. Vinhais, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Por aqueles campinhos verdes    linda romeira venía,
a saia levava baixa,    as ervas a reprendiam.
Baixara-se a levantá-la,    olhara s` alguém a via;
vira vir um cavaleiro    que d` amores a pretendia.
Peço-te eu, ó cavaleiro,    por Deus e Santa Maria,
que me deixes ir honrada    a cumprir a romaria.
O cavaleiro, de malo,    disse-lhe que não queria.
Botaram-se braça a braça    p`ra ver o que mais podia.
O cavaleiro, de malo,    punhal d` ouro lhe caía;
a donzela, de discreta,    co`a mão direita o elguia.
Espetou-lho no lado direito,    ò esquerdo le saía.
Peço-te eu, ò donzela,    por Deus e Santa Maria:
não no digas em tu terra    nem te vás gabar à minha,
que mataste um cavaleiro    caminho da romaria.
Hei-de-o dizer em tu terra    e hei-de-m` ir gabar à minha
que matei um cavaleiro    com as armas que trazia.
Nota: véase también la versióneditada en RºPortTOM 2000 vol. 3, nº 1040 (ficha 6992), que su editor identifica como esta misma version, pero no lo es.    

Otros datos:
Título original: A ROMEIRA E O CAVALEIRO (Í-A)

Bibliografía:
Recogido antes de 1928. Publicada en Martins 1928, (Martins 1987) I, 208-09. Reeditada en Costa Fontes 1997b, Índice Temático (© HSA: HSMS), pp. 198-199, O5.