IGR: 0005+0075. Versión: 12. Rima: í-a+á-a. Hemistiquios 54.
Aldeia de Silvalde (c. Espinho, dist. Aveiro, Beira Litoral, Portugal)
Vindo dona Silvana pelo corredor abaixo,
tocando numa guitarra, muito bem que ela zenia,
acordou seu pai da cama c` o `strumento que fazia.
Que tendes, dona Silvana, que tendes; ó filha minha?
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Mandou-a fechar num convento, num convento a recolhia;
só lhe dava pão por onça e a água por medida,
bacalhau às arrobas para lhe secar a vida;
mandou vestir seu criado de luto à maravilha.
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Ó mana que Deus me deu, dá-me uma pinguinha d` água:
a sede me trespassa a vida , o coração e a alma.
Ó minha mana fadada, como te hei-de dar la água?
Que o nosso pai já jurou, à ponta da sua espada,
quem desse água a Silvaninha que morria degolada.
Viu vindo o seu mano pelo corredor abaixo:
O mano que Deus me deu, da-me uma puinguinha d` água,
a sede me trespassa a vida, o coração e a alma.
Ó minha mana fadada, c omo te hei-de dar la água?
Que o nosso pai já jurou, à ponta da sua espada,
quem desse água a Silvaninha t`ria a cabeça cortada.
Viu vindo a sua madre pelo corredor abaixo.
Ó madre que Deus me deu, dá-me uma pinguinha d` água;
a sede me trespassa a vida, o coração e a alma.
Ó minha filha fadada, como te hei-de dar la água?
Se teu pai me protestou, à ponta da sua espada,
se eu desse água a Silvaninha, morreria degolada.
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Correi, criados, correi, buscar água a Silvaninha;
o primeiro que aqui chegar terá uma prenda minha.