IGR: 0113. Versión: 271. Rima: á-a+í. Hemistiquios 55.
Bezelga (c. Penedono, dist. Viseu, Beira Alta, Portugal)
`Stando dona Infância no seu patinho assentada,
c` um pentem d` ouro na mão seu cabelo pantiava.
Deitou os olhos `ò mar, viu vir uma lind` armada.
Cavalheiro que nela vinha, que tão bem na navegava.
Perguntou-le se viu lá o marido que naquela guerra andava.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .] Dê-me sinais qu`ele luvava.
Luvava cavalo branco e sua selinha doirada.
Sim, senhora, lá o vi cum cinquenta facadas, oitras tantas destronadas.
Quanto dera, ó menina, a quem lo troixeir` aqui?
Darei-le os meus carneiros, que le cobrem os seus oiteiros.
Num quero os seus carneiros, que me num pertencem a mim,
sou um soldadinho novo, só ando daqui p`r`àli.
Quanto dera, ó menina, a quem lo troixer` aqui?
Darei-le os meus moinhos. [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Num quero os seus moinhos, que me num pertencem a mim.
Sou um soldadinho novo, só ando daqui p`r`àli.
Que tem mais que me dar? [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Tenho três filhas e todas três eu dera a si.
Num quero as suas filhas, que me num pertencem a mim.
Sou um soldadinho novo, só ando daqui p`r`àli.
Num tenho mais que le dar, nem você que me pedir.
Tem você mais que me dar e eu a si que le pedir.
Esse corpinho bem feito p`ra cum ele dromir.
Mando chamar os meus manos que o degolem aqui.
Mando chamar os meus cunhados que o enterrem aqui.
Num mande chamar os seus manos, que eles cunhados são de mim.
Num mandes chamar os teus cunhados, que eles irmãos são de mim.
Se tu és o meu marido, `stavas zombando em mim.
Mostra-m` o teu anel, que eu o meu tenh` o aqui.