Nao Catarineta v13

IGR: 0457. Versión: 13. Rima: á. Hemistiquios 23.

Trancoso (c. Trancoso, dist. Guarda, Beira Alta, Portugal)

Um navio Catrineto    de`xou munto que contar.
Sete anos e um dia    andou perdido no mar.
Já não tinham que comer,    ainda menos que manjar;
tinham uma sola crua,    num a podiam tragar.
Deitaram sortes a ventura,    a ver aquele que haviam de matar.
Onde foi cair a sorte?    No capitão-general.
Arriba, arriba, gaieiro.    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Já vejo terras de Espanha    e are`as de Portugual.
Bem vejo três meninas    deba`xo dum laranjal.
Todas três são minhas filhas,    todas três vo-las hei-de dar;
uma é para te vestir,    outra para te calçar,
a mais linda delas todas    será p`ra contigo casar.

Otros datos:
Nota: -8b Portugual sic.

Bibliografía:
Recogido antes de 1899. Publicada en Santos 1897-1899, 170. Reeditada en Chaves 1943b, 142; Lima 1954, 174-175 y RºPortTOM2000, vol. 4, nº 1664, p. 380. © Fundação Calouste Gulbenkian.