Muerte del príncipe don Juan v41

IGR: 0006. Versión: 41. Rima: á-a. Hemistiquios 31.

Rebordelo (c. Vinhais, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Deus te visite, ó João,    nesta cama desterrada.
Donde vens, Dona Isabel?    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Venho de pedir a Nossa Senhora    e à Virgem sagrada
que t` alevantes desta cama,    desta cama desterrada.
S` eu desta cama me erguesse,    minha rosa encarnada
depois te iria ver doido    pela escada (?) abaixo.
Diz-me diante destes senhores todos    a quem me deixas entregada?
A meu pai e à minha mae,    que os outros não te são nada.
Diz-me, meu filho, se deves algu~a coisa    a algu~a menina honrada?
Devo-a a Dona Isabel,    comigo foi difamada.
S` isso é verdade, meu filho,    adopta-a bem adoptada.
Dei2co-le mil cruzados    p`ra ela ser casada.
S` eu era menina honrada    p`r`ã este prédio (?) ainda não é nada.
Deixo-le o meu trono    e também o meu reinado
p`ra que s` assuba ão trono    e fique rainha coroada.
A honra duma menina com    dinheiro não se paga.

Otros datos:
Inicio (O homan enganou aquela mentna, sabe? E ò depois achou-se doente, achou-se doente. E ela, coitada, foi fazer, pedir a Nossa Senhora que o melhorasse. Mas ninguém o sabia, o qu` havia entre os dois. Ó depois, então ela pediu. . . Veio então, depois então [. . . . . . . . .*]. Veio então ela visitá-lo, a ver se `tava melhor. E depois é que le disse entao:)
Bibliografía:
Recitada por Deolinda Augusta Araújo (89a). Recogida por Manuel da Costa Fontes y Maria-João Câmara Fontes, 1980. (Archivo: ASF; Colec.: Fontes TM 1980; cinta: 29A970). Publicada en Costa Fontes 1987c, I, pp. 46-47, nº 72.