Muerte del príncipe don Juan v34

IGR: 0006. Versión: 34. Rima: á-a. Hemistiquios 28.

Baçal (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Tristes novas, tristes novas,    que vieram de Granada:
Dom João está doente    com pena da sua amada.
Chamaram três barbeiros    dos melhores que havia em Granada
e o mais novo deles    com sua boca falava:
Tendes três horas de vida    e meia já vai passada.
Uma é p`ra testamento,    para bem da vossa i-alma
outra é para amar a Deus    e outra à Virgem santa, sagrada.
Estando nestas razões,    seu pai, sua mãe que chegavam.
Tu que tens, ó meu filho,    ó filho da minha i-alma?
`Tou nesta cama deitado,    mas a mim não me dói nada.
Olha lá, vê se deves    a alguma menina honrada.
Devo-l` à Dona Isabel,    que assim fica desgraçada.
Paga-lo tu com dineiro,    que o dinheiro tudo paga.
Já le deixo mil cruzados    para essa desgraçada.
Esse dinheiro, meu filho,    honras não paga.
Já la deixo mais duzentos    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
`Tando nestas razões,    Dona Isabel que chegava.
Donde vens, Dona Isabel,    donde vens tão desgraçada?
Venho de pedir a Deus    e à Virgem santa, sagrada
que te ergas dessa cama    para bem da minha i-alma.

Otros datos:
Variantes: 10a Eu estou n. -11a Olha a ver se deves. .13-16 Omitidos na primeira recitação. -18a Tu que tens.

Bibliografía:
Recitada por Cremilde Augusta Alves (77a). Recogida por Manuel da Costa Fontes y Maria-João Câmara Fontes, 1980. (Archivo: ASF; Colec.: Fontes TM 1980; cinta: 6B571). Publicada en Costa Fontes 1987c, I, p. 41-42, nº 65.