Muerte del príncipe don Juan v268

IGR: 0006. Versión: 268. Rima: á-a. Hemistiquios 30.

Ábuas Vivas (c. Miranda do Douro, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

`Tando Dom João à morte,    próximo para morrere
aproxima-se-lhe a hora.    Ai, meu Deus, que eu vou fazer?
(Olha que… E a mãe é que lhe dizia:)    
Olha se deves a honra    a alguma menina honrada.
Dèvo-la a Dona Isabel,    essa triste, desgraçada;
deixo quarenta mil reis    pr`a essa triste, desgraçada.
Quarenta mil réis não é nada,    que uma honra não se paga.
Deixo outros quarenta mil réis    para essa mesma desgraçada.
Quarenta mil réis não é nada,    uma honra não se paga.
Donde vens, Dona Isabel,    descalça e desgrelhada?
Venho de pedir à Virgem,    à Virgem santa e sagrada;
venho de pedir à Virgem    que te levantes dessa cama.
Seu eu me levantar desta cama,    pela mão te agarrava;
levava-te à igreja    a fazer-te mulher casada.
(Acabado… Ela depois aqui é que… Quando acabou de dar estas palavras, virou-se p`ra o outro lado e morreu.)    
Já morreu o meu amor,    já morreu quem eu amava;
agora fico viúva,    viúva sem ser casada.
Variante: -3a o. que s.    

Otros datos:
Nota: A informadora e natural de Angueira (c. Vimioso) e casada em Aguas Vivas (c. de Miranda do Douro).

Bibliografía:
Recitada por Maria Afonso Fernandes (37a). Recogida por Manuel da Costa Fontes y Maria-João Câmara Fontes, 1980. (Archivo: ASF; Colec.: Fontes TM 1980; cinta: 14A+017). Publicada en Costa Fontes 1987c, I, pp. 51-52, nº 80.