Muerte del príncipe don Alfonso de Portugal v4

IGR: 0069. Versión: 4. Rima: á+estróf.. Hemistiquios 38.

Caniço (c. Santa Cruz, isla de Madeira, Madeira, Portugal)

Já casada `stava eu,    bem oito meses havia,
e passou um pombo negro    que más novas me trazia.
Novas, senhora, vos trago,    más novas, de grande mal,
que morre vosso marido,    Infante de Portugal.
Caído com seu cavalo,    nas ribas do areial,
rebentou lo fel do corpo,    lo bom infante real.
E, des`í, pus-m` a cramar,    ouvido lo mau recado.
Ide lá, mestre barbeiro,    ide já aparelhado,
com vossa lanceta d` oiro,    sua liga de brocado,
dai-lhe sangria pequena,    nã na sinta lo cuitado.
E lá me fui de carreira,    las damas m` acompanharam,
mas, por muito que corressem,    las damas nã m` avançaram,
los meus ais, quando cheguei,    lo meu infant` acordaram.
A que vindes cá, infanta?    `Stou aqui, `stou a `cabar,
ficareis menina moça,    cedo vireis a casar.
Eu, então, ali jurei,    pola missa do missal,
que nã qu`ri`outro marido,    nem que lhe fora igual.
Lo meu infante morreu,    Infante de Portugal,
`li perto das águas frias,    nas ribas do areial.

Otros datos:
Notas del editor de RºPortTOM 2000: Editamos pelas provas tipográficas datáveis de c. 1879. *Versão recolhida no concelho de Pinhel (Distrito da Guarda) mas recitada a partir desta versão. Omitimos a seguinte didascália: entre: -13 e -14E diss` ele.

Bibliografía:
Recogido antes de 1879. (Colec.: Azevedo, Á. Rodrigues de). Publicada en Azevedo 1880, 251-253. Reeditada en RGP II 1907, (reed. facs.1985) 349-351; Cruz 1988, 58; Cruz 1992, 36-37; Cruz 1993a, 43; Carinhas 1995, 113. y RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 52, pp. 175-176. © Fundação Calouste Gulbenkian.