Marinero al agua v67

IGR: 0180. Versión: 67. Rima: á-a. Hemistiquios 20.

Nave de Haver (c. Almeida, dist. Guarda, Beira Alta, Portugal)

Marinharo dava gritos,    dava gritos, qu` intovam
e o demonho le respundeu    de altas torres dond` istava:
Q`anto dás, ó marinharo,    a quem te tirar dessas áuguas?
Darei-t` os mês navios,    car`gados d` oiro e de prata.
Nu te quero os tê`s navios,    nem tê` oiro nem tu` prata,
só quero qu` em te morrendo    me deias a tua alma.
Arrenago de ti, demonho,    cu` essas malditas palavras.
A `nha i alma iá p`ra Deus,    p`ra Deus foi criada
e o mê` corpo iá p`rós bitchos    qu` andam na i augua salgada;
e o mê` fato deiam-n` òs povres    que razem p`la `nha i alma.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Por se tratar de uma versão cuja transcrição tenta "representar" a fonética da área em que foi recolhida, optámos por apresentar uma fixação "normativa" da mesma, a fim de se tornar mais compreensível.

Bibliografía:
Recogida por Maria Augusta da Fonseca Monteiro Reinas, antes de 1957. Publicada en Reinas 1957, 429. Reeditada en Galhoz 1987-1988, 441-442 y RºPortTOM2000, vol. 4, nº 1600, pp, 336-337. © Fundação Calouste Gulbenkian.