La serrana de la Vera v37

IGR: 0233. Versión: 37. Rima: é-a. Hemistiquios 28.

Argozelo (c. Vimioso, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Gente da serra, acudi,    acudi àquela serra,
que anda lá uma serrana    que é o estrago desta terra.
Quando lhe dão ganas de homens,    baixa-se àquela ribeira.
Vira andar um pastorinho    guardando cabras e ovelhas.
Queres tu. ó pastorinho,    comigo ir para a serra?
Consigo irei, senhora,    se meu gado me guardera.
.–O teu gado, ó pastorinho,    eu to arresponsera.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    Subiram ambos para a serra
tocando um a guitarra,    outro tocando a rabeca.
Julgou dormir o pastor    e o pastor dormir a ela.
Quando ela recordera,    pastor ia légua e meia!
Volta atrás, ó pastorinho,    cá te ficou uma borrega.
Nem que me ficassem todas,    atrás não volto por ela.
Atirou-lhe uma fundada    e derrubou-lhe a montera.

Otros datos:
Nota: Vasconcellos imprime en cursiva: -6b guardera; -7b arresponsera; -11a recordera; -14b montera.

Bibliografía:
Recogido antes de 1960. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, II. 164. Reeditada en RºPortTOM 2003, vol. 3, nº 1047, pp. 251-252. © Fundação Calouste Gulbenkian.