IGR: 0026. Versión: 5. Rima: ó. Hemistiquios 39.
Duas Igrejas (c. Miranda do Douro, dist. Bragança, Trás-os-Montes, reg. Terra de Miranda [comc.], Portugal)
Eu casei-me c` u~ pastore, pansando de ser sinhora,
S` outro di` pola manhana: Pega no cerrou, pastora.
Lhá no meio del camino, la caiata me cortou,
e ò tchegar ao malhadal sopas de sebo me dou.
Os cordeiros eram tantos, . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
las obelhas muitas mais, que até nubraban al sol.
Bi benir um cabalheiro com o seu cabalh` andadore.
La primeira coisa que me dixo, de namoro me falou.
Bai-te c` u~ Dius, cabalheiro, e eu só quero ao miu pastore.
O teu pastor ten` una falta, que tu no la sabes, nó:
e ele ten la cabe[z]a branca d` andar c` o elha al sol.
Bai-te c` Dius, cabalheiro, e eu só quero ao miu pastore.
O teu pastor ten un` outra falta, que tu no la sabes, nó:
te~ uns olhos regalados d` olhar p`òs raios del sol.
Bai-te c` Dius, cabalheiro, e eu só quero ao miu pastore.
O teu pastor ten` outra falta, que tu no la sabes, nó:
la maior falta qu` ele tene, no tem bicha nem cujones.
E anda cá, palomba branca, e anda cá, mi branca flore.
Formaremos um palá[z]io de bentanas al redore.
Nota: -2b «cerrou»: parece «cerrão,» un saco; -3b caiata: cajado, bordão (bordón); sebo: grasa animal; -5a Los c. e. t. (al repetir el hemist.). -17b cujones: o «j» es pronunciada a la castellana. (Le agradezco a Manuel Costa Fontes la corrección de la transcripción.) Se repiten los primeros hemistiquios y tras los segundos se canta el estribillo: O drin, drin drina, o drin, drin dro.