La lavandera del rey v12

IGR: 1663. Versión: 12. Rima: é-a. Hemistiquios 24.

Bragança s. l. (dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Bem cantava a lavadeira    ao som da sua barrela.
A roupa que ela lavava    era do rei de Castela,
o sabão que lhe deitava    viera da Inglaterra;
o cesto onde a assentava    era de verga amarela.
A caldeira era d` ouro    e os anéis do metal dela;
a lenha que ela queimava    era de cravo e canela;
a cinza que lhe deitava    dessa mesma lenha era.
Ela lavava-a no Douro    e estendia ao par da serra,
no gaminho duma silva, n    a folhinha da malvela.
Enquanto os panhos se enxugam    foi o rei falar com ela.
Que fazes aqui, menina?    Que fazes aqui, donzela?
Estou rezando o meu rosário,    enquanto se enxuga a barrela.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2001: Geografia atribuida.

Bibliografía:
Recogido antes de 1960. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, II, 224. Reeditada en RºPortTOM 2001, vol. 2, nº 659, p. 330. © Fundação Calouste Gulbenkian.