La Infantina+Caballero burlado v43

IGR: 0164+0100. Versión: 43. Rima: í-a. Hemistiquios 42.

Vila Nova de Gaia (c. Vila Nova de Gaia, dist. Porto, Douro Litoral, Portugal)

Indo um caçador à caça,    na caça lhe anoitecia;
deitou os olhos abaixo,    também os deitou acima;
lá viu estar uma donzela    que o sol resplandecia.
Que fazeis aí, donzela,    que fazeis aí, donzilha?
Sete fadas me fadaram,    no ventre de uma mãe minha,
hoje se acaba o ano,    amanhã se acaba o dia.
Queres-me tu, ó cavaleiro,    levar na tua companhia?
Eu te levarei, donzela,    eu te levarei, donzilha.
Lá no meio do caminho,    duma fonte água bebia;
depois montou a cavalo,    pelo caminho corria.
Tornemos atrás, donzela,    tornemos atrás, donzilha,
que na fonte aonde bebemos    a minha espora é perdida.
Não voltes atrás, cavaleiro,    não voltes, por vida minha;
se a tua espora é de prata,    meu pai d` ouro ta daria.
Quem é vosso pai, senhora,    que tanto ouro tenia?
Sou filha do rei de Espanha,    da rainha Constantina;
sete fadas me fadaram    no ventre de uma mãe minha.
Hoje se acaba o ano,    amanhã se acaba o dia.
Pelos sinais que me dais,    vós sois uma mana minha.
Correi, moços e vassalos,    correi, com grande alegria:
julguei que trazia esposa,    trago uma mana minha.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2004: -3b que o Pedroso inserta entre parêntesis (ao?) .

Bibliografía:
Recogida por Josefa de Macedo, antes de 1902. Publicada en Pedroso 1902, 462. Reeditada en RGP I 1906, (reed. facs. 1882) 235-236; Pedroso 1988, 379-380 y RºPortTOM 2004, vol. 4, nº 1314, p. 70. © Fundação Calouste Gulbenkian.
[0169 Hermana cautiva contam.]