La Infantina+Caballero burlado v39

IGR: 0164+0100. Versión: 39. Rima: í-a. Hemistiquios 47.

Penafiel (c. Penafiel, dist. Porto, Douro Litoral, Portugal)

Caçador que vai à caça,    à caça vai vida minha;
seu perro leva alcançado,    seu calvão perdido ia;
viu estar uma senhora,    viu estar uma donzela.
Que fazeis aqui, senhora,    que fazeis aqui, donzela?
Sete fadas me fadaram    no ventre duma mãe minha,
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    por sete anos e um dia;
ontem acabaram os anos,    hoje se acaba o dia.
Quereis vós, senhora donzela,    voi na minha companhia?
Copo donde eu bebesse    de repente estoiraria;
prato donde eu comesse,    de repente quebraria;
cavalo donde eu montasse,    de repente rebentaria.
Cavalgai aqui, senhora,    cavalgai aqui, donzela.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
De que vos rides, senhora,    de que vos rides, donzela?
Rio-me de ti, cobarde,    e da tua cobardia;
achaste-le a nina no monte    e guardaste-lhe cortesia.
Tornemos atrás, senhora,    tornemos atrás, donzela;
que a espora do meu cavalo    lá no monte ficaria.
Adiante, cavaleiro,    qu` eu atrás não tornaria;
se a espora era de prata,    meu pai d` ouro lha daria,
qu` ele tem tanto dinheiro    que às rasas o mediria.
Sou filha do rei de França,    da rainha Constantina;
minha mãe dona Joana,    minha avó dona Maria.
Ai, pobre de mim, coitado,    triste de mim, que fazia!
Cuido que trago esposa    e trago uma mona minha!

Otros datos:
Notas de Francisco Adolfo Coelho: -2a Erro grosseiro por cansado. -2b Erro grosseiro por falcão.

Nota del editor de RºPortTOM 2004: -8b voi sic; -24b mona sic.

Bibliografía:
Recogido antes de 1879. Publicada en Coelho 1879, 62-63. Reeditada en RGP I 1906, (reed. facs. 1882) 236-235; Coelho 1993, 117 y RºPortTOM 2004, vol. 4, nº 1310, pp. 66-67. © Fundação Calouste Gulbenkian.
[0169 Hermana cautiva contam.]