João soldado v1

IGR: 2917. Versión: 1. Rima: estróf.. Hemistiquios 20.

S. Pedro (isla de Santa Maria, Açores, Portugal)

Há vinte e quatro anos    que às ordens m` entregaram;
quatro vinténs e um pão    foi tudo quanto me deram.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ó chouriços da minh` alma,    consolai este mortal;
vinde, vinde sem demora    p`ra dentro do meu bornal.
(Os chouriços correram para o bornal de João. E depois era o demónio, que o demónio tentou em levar p`ra o inferno João. Mas eu já não sei aqui. E o João diss` assim:)    
Olá, de grande estafermo;    que fazes tu por aqui?
Um diabrete tão feio    como tu eu nunca vi.
(E depois o diabo disse:)    
Pôs-me os ossos num feixe,    que mal me posso mover;
se cá vem o João Soldado,    deita tudo a perder.
Diabos e diabinhos,    diabretes e diabrões,
venham todos prevenidos    com pás e com alviões.
(NI 147)    

Otros datos:
Nota del editor: Trata-se dum conto popular versificado. É possível que tenha sido popularizado por livros escolares. Só conheço este fragmento em verso. Véase A[arne]T[hompson] 330

Bibliografía:
Recitada por António Soares de Sousa (60a). Recogida en Stoughton, Massachusetts por Manuel da Costa Fontes, 1978. (Archivo: ASF; Colec.: Fontes NI 1978). Publicada en F.E.R. L-B Nova Ing. 1980, nº 147. Reeditada en Costa Fontes 1997b, Índice Temático (© HSA: HSMS), pp. 392-393, Z12.