Infanta preñada+Infanta parida v25

IGR: 0469+0138. Versión: 25. Rima: á-a. Hemistiquios 40.

Santalha (c. Vinhais, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

`N el campo hay una erva,    um verde mui` regalado,
aquela que tocar nela,    logo fica prenhada.
Tu que tens, ó Infinita,    nem comes, nem vais p`ra mesa?
Tengo um dolor de barriga,    que três dias me durara.
Binheram sete doutores    mais deles de Granada:
uns que não era cousa,    outros que não era nada.
O mais entendido deles:    Infinita está prenhada.
Aqui estou, senhor doutor,    venho mesmo a morrer,
diga-me que mal é este,    faz favor de mo dizer.
Diga-me lá a menina    que o sabe melhor qu` a mim,
`ó cabo de nove meses,    inchação há-de ter fim.
Fruteira que este vinho dou,    não bebeu vinho ruim;
que ande prenhada, que non,    mi padre que no saiba nada.
Se meu padre o sabe    a vida tenho jogada.
Foi-se daí para o país    onde cosia e bordava;
posponto sobre posponto,    pontada sobre pontada,
quando foi por duas horas,    já o menino chorava.
Vale-me aqui Dom Pedro,    Dom Pedro da minha alma.
Aqui levo uma rosa,    uma rosa mui` encarnada.
Dom Pedro, deixa ver a rosa,    quero vê-la e cheirá-la.
Nota: -15 empalma con el segundo romance.    

Otros datos:
Título original: A Infanta Pejada.

Bibliografía:
Recogido antes de 1933. Publicada en Rodrigues 1933, 7-8; Rodrigues 1973, (reed. facs. 1981) 66-67. Reeditada en RºPortTOM 2004, vol. 4, nº 1266, p. 13. © Fundação Calouste Gulbenkian.