Grifos Lombardo+No me entierren en sagrado v16

IGR: 0118+0101. Versión: 16. Rima: á-o. Hemistiquios 30.

Vinhais s. l. (c. Vinhais, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Preso vai o conde, preso,    preso vai, arreatado,
não vai preso por ladrão,    nem por homem ter matado,
por desonrar uma donzela    no caminho de Santiago.
Não se bondou zombar dela,    senão dá-la ao criado.
A donzela, de discreta,    a el-rei se foi queixar.
El-rei lhe deu um conselho,    melhor que nenhum letrado:
Ou há-de casar contigo    ou morrerá degolado.
Mais quero morrer com honra    que viver injuriado.
Não me enterrem na igreja,    nem tão-pouco em sagrado,
enterrem-me naqueles campos    onde se faz o mercado.
À cabeceira me ponde    a sela do meu cavalo;
a cabeça me deixai fora    e o cabelo entrançado,
que digam os passageiros:    «Deus te perdoe, malogrado,
não morreste por ladrão,    nem por homem ter matado,
morreste do mal d` amores,    que é um mal bem desgraçado.»

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Guerreiro (1976) e Guerreiro (1982) editam apenas três versos desta versão.

Bibliografía:
Recogida por Pe. José Firmino da Silva, 1904. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, I. 46. Reeditada en Viegas Guerreiro 1976, 33-34; Viegas Guerreiro 1982, 32; Pinto-Correia 1984, 161; Pinto-Correia 1987a, 187-188; Pinto-Correia 1994,118-119 y RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 78 , pp. 202-203. © Fundação Calouste Gulbenkian.