Galiarda y Florencios v7

IGR: 0149. Versión: 7. Rima: polias.. Hemistiquios 30.

Trás-os-Montes e Alto Douro s. l. (Trás-os-Montes, Portugal)

Albana, ó Albaninha,    filha do conde Albar,
quem te caçara, ó Albana,    três horas a meu mandar!
Três horas não eram nada    se te não fosses gabar.
Com esta espada me cortem,    com outra de mais talhar,
se a donzela com quem vou dormir    dela me for gabar.
`Inda não era manhana,    à praça se foi gabar:
Esta noite, cavaleiros,    eu dormi c` uma donzela;
nos dias da minha vida    `inda não vi cousa mais bela!
Disseram uns para os outros:    Quem seria ou qual era?
Seria a nossa Albaninha,    que não tem igual na terra?
Disse o irmão mais velho:    Vamo-la nós a matar.
Respondeu o do meio:    Vamo-la nós a queimar.
E então o mais novinho:    Vamo-la nós a casar.
Muito ouro e muita prata    nós temos para lhe dar;
a força de grande dote    alguém na há-de aceitar.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    
Título original en el Índice Temático: ALIARDA (POLIAS.) (=SGA R1)    

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: *Geografia atribuída.

Bibliografía:
Recogida por José Leite de Vasconcellos, antes de 1941. (Colec.: Leite de Vasconcellos). Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, RP, 74 (o 84-85). Reeditada en Pinto-Correia 1987a, 321-322 (y Pinto-Correia 1994, 208); Costa Fontes 1997b, Índice Temático (© HSA: HSMS), p. 208, R1 y RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 86, pp. 209-210.