El prisionero v36

IGR: 0078. Versión: 36. Rima: ó. Hemistiquios 14.

Matela (c. Vimioso, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Por a manhana de S. João,    por a manhana do alvor,
todos os criados vão    visitar o seu senhor.
Só eu, triste, coitado,    metido nesta prisão!
Num sei quando é de dia,    nem quando arraia o sol!
Só oiço três passarinhos    a cantar o alvor.
Uma era a cotovia,    oitra era rouxinol,
oitra era a calhandrina    que era a que cantava melhor.

Bibliografía:
Recogido antes de 1958. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, I, 279. Reeditada en RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 272, p. 438. © Fundação Calouste Gulbenkian.