El prisionero v32

IGR: 0078. Versión: 32. Rima: ó. Hemistiquios 14.

Rebordainhos (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Marianinhas do S, João,    pela manhã do alvor,
todos os criados vão    a visitar o seu senhor,
só eu, de mui triste, coitado,    estou metido nesta prisão.
Eu não sei quando é dia,    nem quando raia o sol,
não sendo pelos passarinhos,    quando cantam o alvor.
Uma é a cotovia,    outro é o rouxinol,
outra é a calhandrina    que o canta melhor.

Bibliografía:
Recogido antes de 1958. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, I, 277. Reeditada en Alvar 1971c, 216 y RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 268, pp. 436-437. © Fundação Calouste Gulbenkian.