IGR: 2853. Versión: 1. Rima: á-o+á-a. Hemistiquios 29.
Vilarinho dos Galegos (c. Mogadouro, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)
Aos catorze de la luna do primeiro mês do ano,
parte o povo do Egipto com Israel, seu irmano.
Cantigas iam cantando, ao Senhor iam louvando.
Louvavam o Senhor com todo o seu coração.
Aonde nos trazes, Moisés? A este despovoado
onde não há pão nem vinho nem pastor com ganado?
Pede ao alto Senhor que nos leve a nossas casas.
Moisés, com vara alçada, bateu no mar salgado;
abriram-se doze carreiros para passar o seu povo.
Passaram a são e salvo porque o Senhor o mandou;
passaram o Mar Vermelho para a terra da promissão.
O povo, aflito de sede, ao céu clamava por água.
Adiante vai Moisés com a santa vara alçada;
por mandado do Senhor bateu numa pedra mara
e lançou água clara.
Bendito seja o Senhor, para sempre engrandecido;
de uma pedra lançou água para aquele povo tão aflito.
Moisés, profeta santo do Senhor amado, querido,
imperador da nação, destruidor do Egipto,
pede por misericórdia àquele Deus infinito
que nos dê o seu bem, nos leve ao seu reino,
nos livre do cativeiro.
Conhecei, irmanos da irmandade,
o Senhor criou os quatro elementos:
pó, vento, água, sombra de paredes.
Assim como nos livrou
de tão grandes perigos,
nos livre dos inimigos.
O Senhor nos defenda
de trabalhos e perigos.
Quando formos acometidos,
nós sejamos vencedores
e os inimigos vencidos.
Permita Deus assim seja
e os anjos digam amén.
Amén, Senhor. Ao céu vá.
Nota: El romance Paso del Mar Rojo se funde con otro, muy raro, A Pedra Mara (vv. 12-15) y termina con una oración. Véase la nota que acompaña el siguente registro.