Conde Alemán v23

IGR: 0095. Versión: 23. Rima: estróf.. Hemistiquios 35.

S. Tomé de Covelas (c. Baião, dist. Porto, Douro Litoral, Portugal)

Venha, venha, meu paizinho,    depressa, não devagar,
uma nova muito grande    le tenho pera contar:
`Stando eu na minha cela    cosendo na minha bandela,
veu o condes co` a manha,    três fios me tirou dela.
`Scuita lá, ó minha filha,    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
que o conde era menino,    fez isso a mangar.
Malo haja tal mangar    a mais a quem no gabar!
Ele agarrou-me a um braço,    à cama me qu`ria levar!
`Scuita lá, ó minha filha,    qu`eu to mandarei matar.
Mande, mande, meu paizinho,    depressa, não devagar,
mande-me fazer tão miúdo    que nem nas pedras de sal;
nem nos pombos que são pombos,    meu pai, o posso apanhar.
Já lá vem a amanhecer,    lá vem no claro dia,
`stá o condes d` Alamanha    morto sob terra fria.
Malo hajas tu, Bernarda,    e o leite que mamastes,
qu`a morte daquele condes tu,    Bernarda, lha causastes!
Cal`-se lá, minha mãe,    cal`-se por sua via,
qu` a morte daquele condes    também na você mer`cia!

Otros datos:
Variante: -6b zombar.

Bibliografía:
Recogida en 1902. Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, I, 135. Reeditada en RºPortTOM 2003, vol. 3, nº 802, p. 28. © Fundação Calouste Gulbenkian.