Conde Alarcos v87

IGR: 0503. Versión: 87. Rima: í-a. Hemistiquios 24.

Penedono (c. Penedono, dist. Viseu, Beira Alta, Portugal)

Indo a dona Silvana    p`lo corredor acima,
tocando numa guitarra,    cantando a meravilha,
levantou-se o pai da cama    a ver o qu` a filha tinha.
Que tens tu, dona Silvana?    Que tens tu, ó filha minha?
De sete irmãos que éramos    todas casadas, e têm família,
eu por ser a mais fermosa,    porque razão ficaria?
Mande-me chamar o conde.    . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Cumo há-de ser, ó minha filha,    s` ele é casado e tem família?
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .    Mate-se a mulher que tinha,
e leve-se a cabeça    naquela dourada bacia.
Tocam nos sinos na vila.    Ai Jesus! Quem morreria?
Morreu a dona Silvana    por culpas que cometia,
querer descasar os casados,    que é coisa que Deus num queria.
inicio: [0005 Silvana contam.]    

Bibliografía:
Recitada por Etelvina Neves (60a). Recogida por Edite da Silva Neves, antes de 1959. Publicada en Silva Neves 1959, 243; Galhoz 1987-1988, I, 193. Reeditada en RºPortTOM 2001, vol. 2, nº 726, pp. 413-414. © Fundação Calouste Gulbenkian.