Conde Alarcos v132

IGR: 0503. Versión: 132. Rima: í-a. Hemistiquios 20.

Malaca (Açores, Portugal)

Minha conde di Galardo,    conde, vos dou minha vida;
p`ra matá bôs sa condessa    p`ra casá com mia fila.
Chorá pobo pela rua,    qui nunca razão fazê?
Matá eu sa condessa    p`ra casá fila di rei.
Qui bando na bôs sa porta?    Tranquereano tal fazeu;
screbê com rei di França,    conde sem saber nasceu.
Recebê sa mãe propri,    nunca êle sua queria;
logo achá unha madrasta    di tão alto senhoria.
Bôs sa mãe tá bai matava,    o rei sua queria;
Logo morrê êle sua fila    unha morte di repentia.

Bibliografía:
Recogido antes de 1942. Publicada en Rego 1942, 79-80; Rego 1998, 125. Reeditada en RºPortTOM 2001, vol. 2, nº 772, p. 479. © Fundação Calouste Gulbenkian.