¿Cómo no cantáis, la bella? v3

IGR: 0098. Versión: 3. Rima: estróf.. Hemistiquios 34.

S. Jorge (isla de S. Jorge, Açores, Portugal)

Senhora Santa Caterina,    senhora Caterina santa,
que era tanto cantadeira,    e porque agora não canta?
Não canto nem cantarei,    [. . . . . . . . . . . .]
tenho o meu marido preso,    no Limoeiro do Rei.
Talhei-lhe sete camisas,    todas sete lhas mandei,
aceitou-as, e beijou-as,    e tornou-mas a mandar.
Para que quero eu camisas,    se as não posso eu lograr?
Dizei-lhe, aos meus filhinhos,    que órfãos se podem chamar,
e dizei aos meus vizinhos    que me podem perdoar.
Dizei à minha mulher,    que se trate de casar,
e dizei ao tesoureiro    que me toque o meu sinal,
e dizei aos padres santos    que venham-me acompanhar,
que tragam as cruzes todas,    mais o hábito saial.
Cavaleiros vão por terra,    e as cartas pelo mar,
dar novas a el-rei que mande,    o meu marido soltar,
irão pelo mar as cartas,    cavaleiros vão por terra,
que me solte o meu marido,    senão que eu lhe armarei guerra.
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Redol 1964 edita as duas fixações desta versão feitas por Braga 1869 (e Braga 1982) e RGP II 1907, (reed. facs. 1985).    

Otros datos:
Título original: Porque não cantas, Helena?

Bibliografía:
Recogido antes de 1869. (Colec.: Teixeira Soares de Sousa, J.). Publicada en Braga 1869, (y Braga 1982), 367-368. Reeditada en Hardung 1877, II. 171-172; Soares de Sousa 1902, 446-447; RGP II 1907, (reed. facs. 1985) 556-557; Redol 1964, 139; 140; Cortes-Rodrigues 1987, 563-564 y Carinhas 1995, II. 27; RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 263, pp. 434-435. © Fundação Calouste Gulbenkian.