IGR: 0255. Versión: 18. Rima: á. Hemistiquios 30.
Rebordainhos (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)
Apostado tenho, madre, minhas armas, meu punhal,
de dormir com Mariana antes do galo cantar.
Não apostes, não, meu filho, que não poderás ganhar.
Como mãe de sete filhos, um conselho me heisde dar.
Vestete tu de dama e à praça vai passear,
que ela, como doidinha, logo te vem falar.
Donde é a fidalguinha de tão lindo passear?
Tecedeira sou, senhora, daquelas bandas do mar.
Três teias tenho urdidas e a sua venho buscar.
A minha teia, senhora, `inda está por devanar.
A tua teia, senhora, vamos nós a devanar;
mas temo os seus criados, não hajam de m` afrontar.
As chaves do meu pousento à sua mão não hãode ir dar.
Lá pelo meio da noite começara de gritar.
O ladrão da tecedeira em varão se quis voltar.
Nota de J. L. de Vasconcellos: -10 devanar, noutra versão dobar.
Variantes de Leite (1881) y (1938): -5b praia; -10b dobar; -11a. sua; -11b dobar; -13b omite não.