Albaniña v101

IGR: 0234. Versión: 101. Rima: estróf.. Hemistiquios 28.

Ferronha (c. Penedono, dist. Viseu, Beira Alta, Portugal)

`Stando dona Filomena    no jardim a passear,
um caso acontecido,    cheg` ali um melitar.
Anda cá, ó melitar,    vens im boa ocasião,
meu marido num `stá cá,    foi p`r`à feira do Marão.
Palavras num `stavam ditas,    seu marido a chigar,
Filomena, assim que o viu,    desatou logo a chorar.
Que tens tu, ó Filomena,    ó minha branca flor?
Perdi as chaves d` adega    `ó cima do corredor.
`Ó cima do corredor,    num as há-des tu achar
qui eu já vou tirar a vida    `ó ladrão do melitar.
António, meu Antoninho,    num mates o melitar,
tu és o causador    de m` eu deitar afogar.
Se te deitas afogar,    toda perca é p`ra ti,
condenas a tua alma    para séculas sem fim.

Otros datos:
Título original: Claralinda.

Bibliografía:
Recitada por Feliz de Jesus Tiaga (61a). Recogido antes de 1959. Publicada en Silva Neves 1959, 242. Reeditada en Galhoz 1987-1988, I. 257 y RºPortTOM 2003, vol. 3, nº 969, p. 199. © Fundação Calouste Gulbenkian.