Floresvento v9

IGR: 0343. Versión: 9. Rima: á. Hemistiquios 18.

Bragança s. l. (c. Bragança, dist. Bragança, Trás-os-Montes, Portugal)

Cruelvento, Cruelvento,    roubador maioral!
Derrubaste três castelos,    no reino de Portugal;
mataste três padres de missa,    revestidos `ó altar;
desonraste três donzelas,    todas de sangue real.
Vai-te embora, cruel vento,    lá p`r`às ondinhas do mar.
Os rios onde tu passares,    logo se hão-de turbar;
a fonte onde beberes,    logo se há-de secar;
a mulher que tu tiveres,    nunca t` há-de ser leal;
os filhos que tu tiveres,    nunca os há-de lograr.

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Editamos Marques (1985b) por ter corrigido Leite (1958) a partir dos manuscritos do Abade de Baçal.

Bibliografía:
Recogida por Pe. Francisco Manuel Alves (abade de Baçal), hacia 1902 (fecha deducida) y Publicada en Leite de Vasconcellos 1958-1960, I, 44. Reeditada en Redol 1964,129-130; Alvar 1982, 246; Dias Marques 1985, 648; Pinto-Correia 1987a, 162; Pinto-Correa 1994, 103 y RºPortTOM 2000, vol. 1, nº 215, p. 383. © Fundação Calouste Gulbenkian.