Devota calumniada v32

IGR: 0165. Versión: 32. Rima: í-a. Hemistiquios 30.

Elvas (c. Elvas, dist. Portalegre, Alto Alentejo, Portugal)

`Inda agora vim da Lapa,    quem me dera lá tornar,
só para ver a pastorinha    que lá ficava assentada
co` uma roquinha à cintura    e uma cestinha à ilharga.
Foram dizer ao marido    que ela andava namorada
co` um sacerdote de missa    e ele missa não dizia.
Confessa-te, mulher minha,    que hoje te tiro a vida.
Quer ma tires, quer ma deixes,    essa tenção era minha;
peço-te, marido meu,    que me enterres na ermida,
lá acima ao altar-mor,    aos pés de Santa Cat`rina.
Lá no fim de nove meses    um lindo cante se ouvia;
quer por dentro, quer por fora,    a ermida retenia.
Foram dizer ao marido    menina que era nascida;
S. José a baptizava,    Nossa Senhora era a madrinha.
Aqui tens, marido meu,    a vida em que eu andava;
quem a Virgem serve bem    sempre lhe dá boa paga.
Variantes de Pires 1884: -2a só por; -2b ficava a fiar; -3b omite e; -7b a minha; -9a lá cima; -13b omite a.    

Otros datos:
Nota del editor de RºPortTOM 2000: Omitimos os refrões E ora valha-me Deus, valha-me a Virgem Sagrada! entre os vv. 1 e 5, E ora valha-me Deus, valha-me a Virgem Maria! entre os vv. 5 e 14 e Ai Jesus, valha-me Deus, Valha-me a Virgem Sagrada! depois de 15. Editamos Pires 1899-1902, (reed. 1982).

Bibliografía:
Recogida en 1884. Publicada en Pires 1884, I. Reeditada en Neves - Campos 1893, 161; Pires 1899-1902, (reed. 1982) IV,110-111; RGP II 1907, (reed. facs. 1985) 472-474; Pires 1920, 150-152; Pires 1986, 113-114 y RºPortTOM2000, vol. 4, nº 1509, p. 259. © Fundação Calouste Gulbenkian.