Señas del esposo v271

IGR: 0113. Versión: 271. Rima: á-a+í. Hemistiquios 55.

Bezelga (c. Penedono, dist. Viseu, Beira Alta, Portugal)

`Stando dona Infância    no seu patinho assentada,
c` um pentem d` ouro    na mão seu cabelo pantiava.
Deitou os olhos `ò mar,    viu vir uma lind` armada.
Cavalheiro que nela vinha,    que tão bem na navegava.
Perguntou-le se viu lá o marido    que naquela guerra andava.
[. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]    Dê-me sinais qu`ele luvava.
Luvava cavalo branco    e sua selinha doirada.
Sim, senhora, lá o vi cum cinquenta facadas,    oitras tantas destronadas.
Quanto dera, ó menina,    a quem lo troixeir` aqui?
Darei-le os meus carneiros,    que le cobrem os seus oiteiros.
Num quero os seus carneiros,    que me num pertencem a mim,
sou um soldadinho novo,    só ando daqui p`r`àli.
Quanto dera, ó menina,    a quem lo troixer` aqui?
Darei-le os meus moinhos.    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Num quero os seus moinhos,    que me num pertencem a mim.
Sou um soldadinho novo,    só ando daqui p`r`àli.
Que tem mais que me dar?    [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
Tenho três filhas    e todas três eu dera a si.
Num quero as suas filhas,    que me num pertencem a mim.
Sou um soldadinho novo,    só ando daqui p`r`àli.
Num tenho mais que le dar,    nem você que me pedir.
Tem você mais que me dar    e eu a si que le pedir.
Esse corpinho bem feito    p`ra cum ele dromir.
Mando chamar os meus manos    que o degolem aqui.
Mando chamar os meus cunhados    que o enterrem aqui.
Num mande chamar os seus manos,    que eles cunhados são de mim.
Num mandes chamar os teus cunhados,    que eles irmãos são de mim.
Se tu és o meu marido,    `stavas zombando em mim.
Mostra-m` o teu anel,    que eu o meu tenh` o aqui.

Otros datos:
Título original Bela Infanta.

Bibliografía:
Recitada por Teresa de Jesus Fonseca (71a). Recogida por Edite da Silva Neves, antes de 1957. Publicada en Silva Neves 1959, 238-239. Reeditada en Galhoz 1987-1988, I. 83-84 y RºPortTOM 2001, vol. 2, nº 398, pp. 83-84. © Fundação Calouste Gulbenkian.