IGR: 0095. Versión: 23. Rima: estróf.. Hemistiquios 35.
S. Tomé de Covelas (c. Baião, dist. Porto, Douro Litoral, Portugal)
Venha, venha, meu paizinho, depressa, não devagar,
uma nova muito grande le tenho pera contar:
`Stando eu na minha cela cosendo na minha bandela,
veu o condes co` a manha, três fios me tirou dela.
`Scuita lá, ó minha filha, [. . . . . . . . . . . . . . . . . . .]
que o conde era menino, fez isso a mangar.
Malo haja tal mangar a mais a quem no gabar!
Ele agarrou-me a um braço, à cama me qu`ria levar!
`Scuita lá, ó minha filha, qu`eu to mandarei matar.
Mande, mande, meu paizinho, depressa, não devagar,
mande-me fazer tão miúdo que nem nas pedras de sal;
nem nos pombos que são pombos, meu pai, o posso apanhar.
Já lá vem a amanhecer, lá vem no claro dia,
`stá o condes d` Alamanha morto sob terra fria.
Malo hajas tu, Bernarda, e o leite que mamastes,
qu`a morte daquele condes tu, Bernarda, lha causastes!
Cal`-se lá, minha mãe, cal`-se por sua via,
qu` a morte daquele condes também na você mer`cia!